Hoje vamos trazendo vários textos, de poesias a artigos, produzidos pelo nosso colega Elton Martins, que volta e meia publica algo no nosso blog, sempre assuntos polêmicos e interessantes.
CONEXÃO FECLESC
12 de mar. de 2012
Vários textos: Francisco Elton
Hoje vamos trazendo vários textos, de poesias a artigos, produzidos pelo nosso colega Elton Martins, que volta e meia publica algo no nosso blog, sempre assuntos polêmicos e interessantes.
2 de jul. de 2011
Fausto Nilo por entre os tempos da cidade
“Escuto a correria da cidade, que alarde, será que é tão difícil amanhecer?” (Chico Buarque)
A lembrança de nossas origens é, ou talvez seja, o que há de mais importante para o ser humano na condição de projeção da identidade e da vivência do simbólico. Estamos sempre buscando o começo das coisas, não sei se para termos coragem de enfrentar o fim ou se para entendermos o que acontece no durante. A cidade de Quixeramobim, terra mãe do poeta Fausto Nilo, é a fonte de onde ele bebe e extrai a substância que alimenta a música das palavras que o fazem seguir em frente sem esquecer o antes, “Nesse instante, ó terra querida ainda estou procurando por ti/essa felicidade é uma lenda que me faz partir/Pra quem sabe o lugar de onde venho é tão claro onde quero chegar/ no deserto desse mundo novo eu vou te encontrar”. Assim, cantando sua aldeia, Fausto Nilo torna-se universal, criador e criatura, um documento da raça.Graça da mistura.
“É o azul que me atrai minha terra/No deserto do teu coração” como se vê, a nostalgia das origens inconsciente, mas ativa, motivada por uma cor surreal matuta na cabeça do poeta,faz dele ”um beduíno com ouvido de mercador”, e procura bem longe no achado de suas vivências por entre os tempos da cidade descortinar a beleza, a fascinação, o maravilhoso que da voz às palavras e aos silêncios “numa ciranda doce pelo ar”, embarca sem retorno e tudo se faz, de certa forma “criança na lembrança” do poeta-menino, a morada de uma “casa tudo azul’’ - antiga casa e padaria de seu pai - de onde extraiu o pão de sua poesia, “o alto da maravilha”, o “velho rio que não haveremos de esquecer”, o “nunca matar de passarinho”, o voltar sempre de “tardizinha lá nas Marinheiras”, a “ponte”, o “trem”, “o doce não esquece a tamarindo” com gosto das reminiscências da alegre infância onde tudo era festa e dança como num boi de reisado: “haja fogo/haja guerra/haja guerra que há”.
“Com o oriente posto em seu quintal” – Fausto tinha parentes sírio-libaneses- o menino cresce e o vivido naquela época adquire através dos versos do poeta-adolescente o “sabor azul” do beijo sonhado em “Dorothy L'amour”, musa dos tempos de Cine Skeff( Sirio-Libanês de novo) por quem teve uma paixão platônica. A voz se cristaliza no antigo “alto-falante” de Fenelon Câmara que o saúda com “um boa noite cordial”, trazendo na aurora boreal as lembranças de seu dolorido coração, que em outras noites já buscava as emoções de “um amor no pé do muro/ sem ninguém policiar”.
O futuro tal como o passado atrai o poeta-adulto, homem feito, arquiteto do verso, que procura suas raízes, sua identidade. “Quem sabe tudo estará sorrindo quando eu voltar?”, diz no partir, olhando no “retrovisor”, que deixa ver o que ficou pra trás, e mesmo distante desconstruindo os muros sua poesia guiada por uma “uma coisa acesa” questiona nosso caminhar presente,no “apitar da fabrica” que se agiganta e pinta a paisagem da cidade de outro azul, quase cinza, diferente do azul de outrora que encantou o menino e fez dele poeta. E como um Quixote moderno que tem suas pelejas e não foge à luta, Fausto Nilo segue na tentativa de amenizar o caos urbano, e nos mostra nas canções que “bela é uma cidade velha” e que “Felicidade, é uma cidade pequenina.”
2 de mai. de 2011
Eu defendo a Universidade pública
Orgulhosamente, eu estudo em uma Universidade pública. Pública, gratuita e de qualidade, apesar dos inúmeros problemas que enfrenta em seus quadros estrutural e humano. Infelizmente, porém, uma grande parcela da sociedade não se dispõe a refletir e, principalmente, a se informar a respeito do valor de uma Universidade Pública.
São as Universidades Públicas que possuem um processo sério para a seleção de seus alunos. Muitas têm um vestibular próprio, como é o caso da UECE, e muitas outras passaram a aderir ao ENEM/SiSU como meio de ingresso, que é o caso da UFC. As seleções para uma grande Universidade Pública além de concorridas são difíceis. Este é, a meu ver, um indicativo de que naquela instituição não pode estudar qualquer um, embora, muitas vezes, uma boa parte dos que conseguem a aprovação não se dedica ao seu curso tanto quanto deveria, depois que nele ingressa. Mas isso já não é da minha conta. Já nas instituições particulares (não em todas, mas pelo menos na maioria delas) basta passar na calçada para se matricular. Os processos seletivos têm uma concorrência mínima e, geralmente, são constituídos por uma prova simplificadíssima que são um verdadeiro arremedo do conteúdo do Ensino Médio que, pressupõe-se, o candidato deveria saber para ingressar no Ensino Superior. Detalhe: embora não aconteça com todos, é de praxe que quem não passa em uma Universidade Pública procure uma particular para se matricular. O engraçado é que tem muita gente que ainda é esnobe pelo fato “magnífico” de estar estudando numa instituição particular, como se antes não tivesse tentando numa pública. Eu sentiria vergonha.
Muito bem. Depois do ingresso na Universidade devemos realizar nosso curso com seriedade e dedicação extremadas para termos não apenas um diploma, mas uma bagagem significativa de conhecimento, certo? Não, errado! Pelo menos para muita gente, não todos, a faculdade é época para, exclusivamente, farra, farra, farra. E adivinhem onde se concentra a maioria das pessoas com este pensamento? Nas faculdades particulares, em boa parte. E não é por acaso que elas têm – sempre – os piores resultados no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e que a maioria dos cursos de graduação não reconhecidos pelo MEC são das instituições particulares. Mas também, vamos combinar, não dá para esperar bons resultados quando não se tem bons, e eu digo bons de verdade, alunos.
Os melhores estudantes são das Universidades Públicas. Os melhores resultados são das Universidades Publicas. É o MEC quem diz. Vejam no site oficial. Olhem os ENADEs dos últimos anos. É o que eu faço para me informar. Eu acompanho os resultados da minha Universidade, que são sempre bons. Isso apesar de não termos salas adequadas, laboratórios equipados, espaço para convivência e lazer e, muitas vezes, nem professores em quantidade suficiente. Somos uma Universidade Estadual jogada às traças. Mas orgulhosamente pública e que zela por seu padrão de qualidade, ou pelo menos tenta.
E que desenvolve pesquisa, ensino e extensão. Vejam também o site da UECE. Nossos professores-pesquisadores tem descoberto e editado documentos antigos e raros de nosso Estado, montado o primeiro grupo de estudos em Pragmática Cultural do Nordeste, desenvolvido uma vacina contra a dengue feita a partir de células de um tipo de feijão e nossa Universidade está entre a única do Brasil que tem desenvolvido um me
estadual, concorrendo com outros alunos do mesmo curso, só que de instituições particulares. Além de muitos outros acontecimentos em diversas áreas do saber. Então, não dá para comparar. As duas maiores Universidades Públicas cearenses além de existirem há décadas, zelam pelo maior patrimônio que elas podem produzir – o conhecimento.
O pior é que as faculdades particulares encontraram um meio ótimo de sobrevivência – o PROUni. A instituição particular que adere ao programa fica isenta de impostos, mas nada garante que ela irá mesmo fornecer as bolsas, basta apenas que ela aceite ser cadastrada como adepta do PROUni. Sem falar nos famosos casos de bolsas que são concedidas a quem não precisa delas. E sem falar também que quando alguém carente consegue uma bolsa para uma instituição particular corre o risco de não ter como se manter no curso, já que não terá direito à bolsas de Assistência Estudantil, Iniciação Científica, Iniciação à Docência e Monitoria Remunerada, como há nas públicas.
Com relação ao quadro docente, as públicas também ganham. É bem verdade que há muitos bons professores nas particulares, mas eles não permanecem nelas por muito tempo até devido à instabilidade pelo fato de não serem considerados efetivos. Muitos destes docentes acabam migrando para as públicas. Nas públicas há mais Mestres e Doutores, até porque os professores precisam da ascensão funcional para ganharem cada vez melhor e poderem ter mais tempo para dedicação à pesquisa e desenvolvimento de seus projetos de extensão em benefício da própria sociedade. E por falar em extensão universitária, acredito que todos conheçam o maior projeto de extensão do Ceará, não á mesmo? Os Núcleos de Línguas da UECE, que oferece cursos de língua estrangeira e nacional a preço muito acessível à comunidade em geral, além de contar com um sistema de bolsas para os melhores alunos.
E com todas estas disparidades a favor da Universidade Pública ainda há quem tenha o nariz em pé ao ponto de se achar o máximo pelo fato de estudar em uma faculdade de esquina. Sinto muito pelo ardor de minhas palavras, perdão, mas é a verdade. E é por estas e muitas outras que EU AMO A UNIVERSIDADE PÚBLICA, com todos os seus defeitos e ratos e cobras e lagartos e telhas caindo sobre a minha cabeça. Pelo menos, quando uma telha cai, eu sei explicar, e encontro pesquisadores que também explicam, a fórmula da Lei da Gravidade, que fez com que isso acontecesse. Até a próxima!
FRANCISCO ELTON MARTINS DE SOUZA
Estudante do Curso de Letras – Língua Portuguesa / Licenciatura da FECLESC / UECE, uma instituição de Ensino Superior p-ú-b-l-i-c-a.
26 de abr. de 2011
Carta para Manuel Bandeira
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| sobrado onde morou Manuel Bandeira, atual casa paroquial de quixeramobim |
| Por Bruno Paulino do Nascimento, Graduando em Letras pela Uece-Feclesc | |
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20 de abr. de 2011
Estado laico: uso e definição
São casos de uso de imagens, símbolos e oratórios religiosos em escolas e órgãos públicos; utilização de recursos públicos na construção de imagens religiosas, entronizadas em praças públicas; imposição de ensino religioso confessional nas escolas públicas, sob força da Concordata Brasil-Vaticano; interferências religiosas fundamentalistas nas políticas públicas do Estado e no desenvolvimento de pesquisas genéticas, entre outros casos de desrespeito ao Estado leigo, por cidadãos comuns, religiosos e classe política.
Diário do Nordeste, 22 de agosto de 2010
Marcos José Diniz Silva
Professor de História da Feclesc/ UECE / Doutor em sociologia pela UFC. (marcosjdiniz@oi.com.br)
14 de abr. de 2011
A VIAGEM QUE PEDRO FEZ AO UMBIGO
Quem diria que a aula de Português, da qual Pedro tanto gostava, seria aquela lenga-lenga da diretora sobre o novo uniforme? A turma toda bocejava enquanto a D. Elvira explicava-lhes o porquê de usarem azul marinho na camiseta, e azul turquesa na calça. O tênis dos garotos devia ser branco e a sapatilha das meninas devia ser cor-de-rosa. Mas quem disse que estavam ligando pra isso? Estavam mesmo com vontade de vê-la sair logo dali, estavam com vontade de continuar a ótima aula de português que estavam tendo, até sua chegada.
Pedro sabia onde tudo ia acabar. Primeiro ela começava a falar a que viera depois falaria da bagunça que estava se tornando a hora do recreio e por fim, não só a sua, mas todas as outras turmas do Santa Isabel estariam lá no pátio, sob o sol ardente das dez e vinte da manhã, com gotas de suor escorrendo pelos rostos e a mão suando por sobre o peito. O juramento a bandeira acontecia sempre que ela desejava. A única que a pediria para ter pena dos alunos era a cúmplice dos pequenos. A velha merendeira D. Laura, que sempre os xingava nas horas da entrega da merenda, também qualquer um xingava, o empurra-empurra era grande e o Robinho até já sangrara o nariz nessa história. Tirando a merendeira, ninguém mais, nem os professores, todos estavam do lado dela. Até mesmo a fada que falava com as mãos. Isso era inaceitável.
- E eu sei que vocês adoram o intervalo e a merenda, mas não precisam correr como desesperados, há comida o suficiente para todos. Quantas vezes terei que repetir, não só para vocês mas para seus pais também, que aqui é uma escola, aqui deve reinar a ordem, a disciplina...
Pedro não a ouvira por completo, quando ela chegara na “...plina... e ... é... por...is...so ”, sua cabeça já caíra sobre o braço da carteira. Começou a caminhar, nem ele mesmo sabia como podia fazer aquilo. Os olhos arregalados. Não era de medo, era um “arregalamento” de incredulidade, de surpresa, de susto. Ele começou a caminhar por uma colina, embora duvido muito que naquele momento ele pensasse que fosse colina. E caminhou, como se tivesse destino certo. Subiu a pequena montanha e quando chegou ao topo, lá de cima ele pôde ter a certeza de onde se encontrava. Não havia sinal de diretora, nem de colegas, muito menos do anjo que falava com as mãos. Olhou para o chão e então algo o chamou a atenção:
“Nossa mãe, eu não acredito!”
E não acreditou mesmo. Fora necessário ele agachar e sentar na borda do grande buraco. Uma cacimba bem redonda. Um orifício que caberia dezenas e dezenas de Pedros lá dentro. Um buraco tão esquisito e ao mesmo tempo tão familiar, que Pedro deslizou sem medo nenhum para dentro dele. Do lado de dentro, percebeu que não era tão fundo como parecia ser, visto do lado de fora. Vendo assim de dentro, ele sentiu uma espécie de aconchego, embora o ar que penetrava em suas narinas não fosse tão agradável. Tinha cheiro de chiclete duro, e um leve sabor amarelo de cera de ouvido. Ele caminhou pelo buraco que parecia se alargar a medida que dava novos passos. E a medida que dava esses novos passos seus olhos se arregalavam novamente, desta vez não para ao redor, e sim para o chão. Ele não se movia como nas areias movediças, não tinha diamantes como as minas, nem tampouco tinha enormes pés de feijões crescendo de seu subsolo. Nada disso. Seus olhos se arregalavam ao ver que nascia do solo as lembranças das coisas que havia perdido em seus cinco ou seis anos de idade. Não necessariamente do solo, a metáfora aqui é só para exaltar o valor daquele solo, pois as lembranças nasciam das coisas que realmente estavam ali. De verdade. E ele sabia disso. Sabia que podia tocar a sua antiga chupeta azul, ainda com a fralda amarrada. Sabia, porque o fez que se apertasse o boneco mordido do Mickey ele ainda faria o saudoso “Fiu-Fiu”. Os olhos do garoto de doze anos ficaram úmidos ao ver a antiga foto do pai, amassada, rabiscada, e roída por algum bicho bem no olho de seu Joaquim. O padeiro se fora depois de experimentar um pedaço de pão e Pedro desde então chorara por sua falta. Como também não comeu mais pão desde então. As lágrimas deram lugar a um sorriso. Um sorriso torto, mas conformado. Olhando mais a frente Pedro viu, bem esticado no chão, um pouco amarelado e já com uma consistência dura, o seu chiclete que até ontem mastigava feliz da vida, e quando acabara o doce e ficou apenas a borracha, pôs dentro da lata do açúcar. Ou sua mãe ou Andréia o teria jogado no lixo. Com a foto do pai ainda na mão direita, levou o chiclete usado a boca com a esquerda. A caminhada continuou e parecia que a cacimba só crescia, não dava água líquida, mas dava uma água que molhava as lembranças tão importantes na vida de Pedro.
Encontrou o carrinho que seu pai lhe dera no natal em que ralou o joelho andando de bicicleta. Encontrou também a buzina dessa bicicleta que havia sumido misteriosamente. Em suas mãos já somava-se uma pequena sacola azul com o desenho de um pônei, e ainda na direita, repousava na palma suada a foto desgastada e muito valiosa. Enfim, algo o fez acordar.
A trilha o fez parar. Estava no fim do buraco. Andara em linha reta, não em círculo, nem para baixo e bem em sua frente estava o fim, bem ali no seu nariz, se encontrava a parte que ajudava a deixar a cacimba redonda. Toda suja de cera. Entendeu então de onde vinha tal cheiro. Mas não teve tempo de compreender o que estava fazendo dentro do próprio umbigo. Nem como aquilo era possível. Beliscou-se: “Ai!”. Não. Não era um sonho. Mas mesmo que não fosse, tinha de arranjar um jeito de ir para a escola, o juramento a bandeira já devia ter começado e a diretora com certeza notificaria sua ausência a sua mãe. E se isso acontecesse, como Pedro explicaria a sua mãe que estivera explorando o próprio umbigo?
Estava decidido a ir pra escola. Mesmo que não soubesse por onde começar.
- Então vamos!
A voz soou em sua cabeça e pensou que estivesse ouvindo fantasmas.
- Mais rápido aí atrás.
Aquela voz era inconfundível. Mesmo assim ficou com muitas dúvidas. “Como ela sabia onde eu estava?”. “Como ela podia estar dentro de meu umbigo?”. Os passos caminharam em sua cabeça, e Pedro teve medo de virar para vê-la. O tac-tac-tac do salto o fizeram se apavorar. Então ela apareceu.
A diretora o tomou pela mão e ainda assustado e coçando os olhos ele a seguiu.
autor: Cosme Potter
E não deixem de Acessar: http://estantedocosme.blogspot.com/
12 de abr. de 2011
Em defesa da profissão docente
5 de abr. de 2011
Ou os Maias estavam certos ou o Brasil pirou de vez
- Por Nathan Pereira
Se você é um daqueles malucos que acreditam com todas as forças que o mundo irá acabar em 2012 (O que não é o meu caso), agora tem mais alguns motivos para reafirmar sua loucura. Bom, supondo que eu acredito nas profecias maias (O que também não deixa de ser um ato de reafirmação de minha loucura), resolvi enumerar alguns fatos recentes que se não me fazem acreditar no apocalipse em 2012, pelo menos me levam a um profundo e dramático questionamento sobre a humanidade: “A que ponto nós chegamos?”
Não precisamos nem ir tão longe para buscar fatos apocalípticos, basta lembrar que a pouco tempo atrás, aqui mesmo no Brasil, Romário e Tiririca foram eleitos deputados federais, e pasmem: Tiririca irá fazer parte da Comissão de Educação e Cultura! E não pára por aí, reflita comigo: como é possível viver alheio a um mundo onde Silvio Santos é pobre, Sandy é garota propaganda de uma cerveja chamada DEVASSA, adolescentes enjoados e com roupas coloridas fazem sucesso na mídia, Justin Bieber tem filme e biografia lançados, Faustão é magro e Ronaldo tem hipotireoidismo?
Isso tudo pode até parecer assustador, mas nada disso supera os sinais apocalípticos mais agressivos e evidentes até o presente momento: os sinais da TV brasileira. Primeiro a Redetv comprou os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol 2012 e 2014. Já pensou ter de ser obrigado a ver durante os intervalos dos jogos aquelas propagandas hiper toscas do Dolly Guaraná ou daquela câmara digital de 700 megapixels que filma, cozinha, limpa a casa, espanta ladrão e até bate foto?!!!! Convenhamos, nos seus 10 anos de existência a Redetv sempre foi uma emissora com uma grade de programação horrível e uma reputação mais horrível ainda. A começar pelo nome da emissora: REDETV! É como se você tivesse um cachorro de estimação e em vez de colocar o nome dele de Rex ou Totó, você simplesmente o chama de “Cachorro”!! “Cachorro! Vem cá! (Assobio)”. A lógica é: Como que você tem uma rede de TV e põe o nome dela de Redetv? É muita piração!!!
E não esqueçamos da nova atração da Redetv, que por sinal de nova não tem nada... Hebe Camargo!!!!!! Sim!!! Ela está de volta depois de passar um tempo descansando no sarcófago. Afinal, o que poderia ser pior do que assistir o programa da Hebe na RedeTv?
1) Ouvir Roberto Justus cantando “New York, New York” de Frank Sinatra
2) Ter que aturar a versão brasileira de REBELDE na Record
3) Assistir o Barra Pesada na hora do almoço
4) Ver todos aqueles nordestinos banguelos se esfolando e fazendo barraco no programa Casos de Família (Por que somente nordestinos vão naquele programa?)
5) Tirar férias da faculdade em agosto
6) Pagar quase 3,00 reais em um lanche miserável na lanchonete da Dona Socorro
Diante disso tudo o melhor que temos a fazer é desligar a maldita TV e estudar!!!!!! A qualquer sinal de alerta corram para as colinas!!!!!!!!!!!!!!!!! Mulheres, crianças e homens primeiro! Adolescentes por último - eles são maus! Muito maus!
4 de abr. de 2011
A ética tem passado longe de alguns de nossos “professores”
Falo de “professores” (é até um sacrilégio chamá-los pelo nome de uma profissão tão
bonita) que todos os dias nos assustam, e até mesmo ameaçam, com palavras duras, frases preconceituosas (principalmente com relação à religiosidade dos estudantes) e declarações de verdadeiro pessimismo para com a própria profissão que exercem e para a qual, a propósito, estão formando pessoas – profissão professor.
Há aproximadamente duas semanas atrás tive o desprazer de assistir “aulas” de
“professores” que dizem ter o prazer de reprovar seus alunos em uma dada disciplina e, o que é pior, esses mesmos “professores” declaram em alto e bom tom que fazem questão de explicitar a um aluno quando algum trabalho seu não fica bom, de modo que o aluno sinta-se tão humilhado a ponto de chorar, mesmo que esse aluno dê nele, “professor”, uma facada quando este sair da sala de aula.
Estão pasmos? Essas foram exatamente as palavras de um “professor” de nossa Universidade.
“Professores” assim dizem mesmo que não concordam com princípios da Pedagogia Moderna e muito menos da Ética. Percebe-se.
Há outros desses “ilustres mestres” que fazem de suas “aulas” um verdadeiro discurso
contra a religiosidade do alunado ueceano. Defendem a ideia de que “crente” é “feio, mal cuidado, apagado, não se arruma, não curte a vida”. O que um “professor” tem a ver com a religião que seu aluno segue ou deixa de seguir? Até onde eu saiba discriminar pessoas por quaisquer que forem suas peculiaridades pessoais é crime previsto em lei. Seria ótimo se todos lessem a Constituição de nosso país e vissem que somos IGUAIS. Acontece que alguns desses “professores” talvez não saibam nem ler, não é verdade? É válido ressaltar que há entre estes “professores” de nossa UECE alguns que até a roupa já tiraram em pleno céu aberto do campus universitário. Parece-me que em sinal de protesto a esta “podre sociedade capitalista” na qual vivemos. Protesto? Em meu dicionário, há outro verbete para definir tal atitude. Mas, se são contra o capitalismo, por que não lecionam de graça, prezados “professores”? Trabalho voluntário é muito humanizante. E por que seus filhos estudam nas melhores escolas particulares do Estado? Não me digam que uma instituição de ensino particular está isenta ou acima da sociedade capitalista, sendo verdadeiramente comprometida com o crescimento humano e intelectual de seu corpo discente.
Porém, o mais interessante de tudo é ver “professores” nossos que trabalham com a
formação de outros profissionais da Educação simplesmente deturpando completamente a profissão de professor. Como pode? Não é esta profissão que lhes dá de comer? Vejam bem, sou uma pessoa que tem plena consciência de todos os problemas e até mesmo injustiças que pairam sobre a carreira docente, mas não posso deixar de amar uma profissão sem a qual não haveria, sob hipótese alguma, nenhuma construção se quer semelhante ao que nós chamamos de sociedade moderna. Não somos aborígenes. Já saímos das cavernas há tempo suficiente para tomarmos a consciência de que o
professor é, queiram os pessimistas de plantão ou não, a mais essencial das profissões. Parem de tratar o professor com lamentos. Isso é deplorável. E é baboseira demais a encher os ouvidos de quem já vive com a cabeça permeada de muitas vozes, a mesa cheia de muitos diários, provas e trabalhos e a conta bancária longe de ser preenchida como bem merece. Não admito que ninguém fale mal da profissão professor, muito menos quem ganha para exercê-la. Se não gosta dela, deixe-a.
Há três coisas em minha vida que muito me orgulham: a instituição onde estudo
(Universidade Estadual do Ceará – UECE), o curso de graduação ao qual me dedico (Letras – Língua Portuguesa / Licenciatura) e a profissão que escolhi para minha vida: Professor!
Autor: FRANCISCO ELTON MARTINS DE SOUZA
Estudante do Curso de Letras – Língua Portuguesa / Licenciatura da FECLESC / UECE
15 de jan. de 2011
Equilibrio
11 de nov. de 2010
Margarida
“Choro, gritos, surtos. Urros, sussurros. Soluços que invadem meus ouvidos... De onde vem? Ei! Ei! Tem alguém aí? Tem alguém aí? Silêncio. Ele se ocultou. Mas ele quem? Será que realmente ouvi? Sei lá... Opa! Voltei a ouvir... Agora são duas vozes... Quem está aí? Responda. Eu ordeno. Silêncio. Mais uma vez silêncio. Essa voz vai e vem... Não posso mais... Quero saber quem são... de onde vem... porque vem...”
X X X
“Alma (des) equilibrada. Paradoxo eterno de quem ama o irreal. Admiro a mutação que torna cada instante um momento possível de ser. Ter sensações normais!? Eca!Que tédio. Quero explosão... Boom... Olho no olho... Carne semi - incinerada. Ardendo em fogo e brasa. É o fim? Não. É o começo do fim. Juro que tento ser normal, mas é duro quando se vê o tempo passar mais rápido pra uns que para outros. Só tenho certeza de uma coisa: “quero que minhas forças me eternizem...”
Isadora



